O stenting da artéria carótida é um novo tratamento para a estenose aterosclerótica da carótida, que se desenvolveu rapidamente nos últimos anos, mas a sua eficácia a longo prazo e a ocorrência de complicações requerem um maior acompanhamento. O Dr. Ling do Royal Perth Hospital, Austrália, publicou na edição de junho de 2008 do American Journal of Vascular Surgery (Ling AJ, Mwipatayi P, Gandhi T, Sieunarine K. Stenting for carotid artery stenosis: fractures, proposed etiology and the need for surveillance. O J Vasc Surg. 2008 Jun;47(6):1220-6) publicou um artigo em que refere que se deve estar atento à dissecção do stent carotídeo. Os autores analisaram retrospetivamente todos os casos de stent na artéria carótida realizados entre março de 2004 e dezembro de 2006 num único operador. Para garantir a qualidade das medições e avaliações, dois cirurgiões vasculares e um radiologista leram os filmes separadamente para determinar a presença de rupturas no stent. Num seguimento médio de 15 meses, a incidência de roturas do stent carotídeo foi de 29,2% (14 de 48 stents quebrados), tendo ocorrido reestenose em 21% dos doentes que sofreram uma rotura. Foi encontrada uma correlação significativa entre a calcificação do vaso e a fratura do stent. Embora a amostra deste estudo seja pequena, confirma que as roturas dos stents carotídeos existem e, mais importante ainda, que algumas roturas podem levar a resultados adversos, como a estenose. Por conseguinte, os autores sugerem que a colocação de stent na carótida deve ser seguida de um exame Doppler ultrassonográfico de rotina para avaliar a patência e a estenose, bem como de radiografias simples do pescoço de rotina para esclarecer a presença de rupturas do stent.