A polidactilia refere-se a dedos supérfluos, para além dos dedos normais, e a sua taxa de incidência é de cerca de 1 por cento. A mão é o instrumento mais importante na vida quotidiana, no trabalho, no estudo e na interação social das pessoas, sendo chamada “o instrumento da sabedoria”. A polidactilia não só afecta a função da mão do doente como instrumento, como também afecta a sua vida quotidiana, o seu trabalho e a sua aparência não é satisfatória, afectando a interação social e a autoestima do doente e o desenvolvimento da sua autoconfiança. Por conseguinte, a polidactilia requer tratamento cirúrgico, e o princípio de tratamento mais importante é o tratamento cirúrgico precoce para corrigir a deformidade, o que favorece o desenvolvimento físico e mental do doente. A polidactilia é uma pequena polidactilia, mas contém um grande mistério, devido à sua complexa deformidade óssea ectópica de múltiplos tendões, a cirurgia requer a aplicação integrada de técnicas microcirúrgicas, técnicas de cirurgia plástica e outras técnicas. Os principais pontos cirúrgicos são a reparação dos ligamentos colaterais laterais das articulações dos dedos preservados, a transferência dos tendões dos dedos múltiplos para o dedo preservado, o restabelecimento do equilíbrio da força muscular do dedo preservado e o corte do retalho cutâneo de modo a que o dedo preservado tenha basicamente o mesmo tamanho que o dedo correspondente do lado oposto e, em suma, o objetivo é reconstruir um dedo semelhante a um dedo normal em termos de função e aparência. Atualmente, devido ao desenvolvimento de técnicas cirúrgicas e à melhoria da anestesia pediátrica, a cirurgia é geralmente realizada na infância (após os 3 meses de idade), o que é mais propício à reconstrução da estrutura anatómica e da função da mão e do membro superior da criança, sendo os resultados da cirurgia satisfatórios e a cirurgia nesta altura também relativamente segura.