A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma doença crónica do sistema respiratório e a questão chave para determinar se a cirurgia é possível neste grupo de pacientes é a incidência de complicações, particularmente complicações fatais, após a cirurgia. Em geral, a incidência de complicações pós-operatórias em pacientes com DPOC está relacionada com a gravidade da DPOC e o tipo de complicações que ocorrem. O local da cirurgia é um factor importante, sendo a cirurgia torácica e a cirurgia do abdómen superior as mais perigosas. Na DPOC, a avaliação do risco pré-cirúrgico é extremamente importante. A avaliação baseia-se na história médica, exame físico, radiografia ao tórax e função pulmonar, dos quais os testes de função pulmonar são mais importantes, especialmente em pacientes com DPOC que estão a ser submetidos a ressecção pulmonar. Os testes de função pulmonar incluem geralmente: volume pulmonar em repouso, função de difusão, teste diastólico, e análise dos gases sanguíneos arteriais em repouso. A opinião geral é que a incidência de insuficiência respiratória pós-pneumonectomia é maior nos doentes com VEF1 <2L ou <50% do valor esperado, e/ou DLCO <50%.