Abordagem endoscópica para a erradicação de cancros precoces e lesões pré-cancerosas do tracto digestivo

  O tratamento tradicional do cancro do aparelho digestivo em fase inicial é principalmente a ressecção cirúrgica. Embora a cirurgia possa curar a lesão, é mais invasiva e tem um maior impacto na qualidade de vida do paciente. Nos últimos anos, o rápido desenvolvimento da tecnologia de tratamento endoscópico gastrointestinal minimamente invasivo permitiu-nos remover o cancro em fase inicial ou lesões pré-cancerosas com um trauma mínimo, conseguindo o mesmo efeito terapêutico que a cirurgia aberta, quase sem impacto na qualidade de vida dos pacientes. Esta é uma das técnicas ‘estrela’ no tratamento endoscópico gastrointestinal nos últimos anos: dissecção submucosa endoscópica (ESD). Implica a remoção gradual de uma lesão cancerosa precoce da sua submucosa normal por meio de uma faca especial sob o endoscópio, com o objectivo de remover completamente a lesão. A sua maior vantagem é que permite a remoção completa de lesões maiores numa única passagem, fornecendo informação diagnóstica patológica completa. É actualmente considerado um dos tratamentos preferidos para lesões pré-cancerosas e alguns cancros precoces do tracto gastrointestinal.  A técnica ESD é principalmente utilizada para cancros em fase inicial ou lesões pré-cancerosas do tracto gastrointestinal, que estão confinadas à camada mucosa ou têm apenas invasão submucosa superficial (não mais do que o 1/3 superior da submucosa), sem gânglios linfáticos locais ou metástases distantes. Uma avaliação pré-operatória completa e detalhada e um diagnóstico patológico pós-operatório são, portanto, essenciais. Desde a introdução da ESD em 2009, temos ressecado lesões no esófago, estômago, bulbo duodenal e intestino grosso, esforçando-nos por servir cada paciente com uma técnica excelente.