medida que aplicamos cada vez mais a terapia cognitiva comportamental no nosso trabalho em vez de apenas medicamentos para tratar doentes deprimidos e ansiosos, ficamos cada vez mais impressionados com o facto de a terapia cognitiva comportamental ser uma boa abordagem de tratamento. A investigação e a experiência prática, tanto a nível nacional como internacional, têm demonstrado a eficácia da terapia cognitiva comportamental e a sua capacidade de prevenir recaídas. O modelo teórico da terapia cognitiva comportamental é que não é o evento ou a situação em si que desencadeia o nosso sofrimento, mas sim a forma como o percebemos; e que o pensamento, as emoções e o comportamento interagem uns com os outros. Assim, alterando a nossa cognição (pensamento) ou comportamento, podemos melhorar o nosso estado de espírito e até prevenir recaídas, alterando a nossa personalidade e perspectiva. Por conseguinte, recomenda-se que mais pacientes experimentem abordagens cognitivas comportamentais. Tal modelo teórico pode parecer simples, mas requer uma estreita cooperação entre o paciente e o médico e um processo de tratamento gradual para ser eficaz. O tratamento requer 45 minutos uma vez por semana durante cerca de 12-16 sessões.