A norma de tratamento com anti-interferão para a hepatite B aplica-se principalmente à hepatite crónica prolongada, à hepatite crónica ativa, ao ferro livre no soro e à biópsia hepática com lesões inflamatórias activas. 1) Hepatite crónica pré-prolongada: as aminotransferases destes doentes com hepatite B viral podem situar-se entre 150 e 200 unidades, sendo necessário utilizar interferão para produzir mais proteínas antivirais, de modo a facilitar uma melhor resposta imunitária e atingir o objetivo de eliminação do vírus. 2) Hepatite crónica ativa: significa que o vírus da hepatite B é mais ativo atualmente e que a atividade do vírus é maior, pelo que é necessário utilizar interferão para controlar o vírus o mais rapidamente possível. 3. ferro livre sérico a baixo nível: quando o nível de ferro livre sérico é baixo, o ferro livre sérico precisa de ser usado para antagonizar o interferão para controlar o vírus. 4. biópsia hepática com lesões inflamatórias activas: como a necrose friável, é necessário utilizar interferão o mais rapidamente possível para controlar a evolução da doença. Os doentes com o vírus da hepatite B devem estar atentos à utilização do interferão, se houver antecedentes de perturbações psiquiátricas ou de epilepsia não controlada, se for necessário proibir a cirrose descompensada, se forem alérgicos aos componentes do medicamento, se forem crianças, se estiverem grávidas e se estiverem a amamentar, devem ser utilizados com precaução. A utilização prolongada de interferão pode provocar reacções adversas, tais como arrepios, febre, desconforto gastrointestinal, etc., pelo que o medicamento deve ser imediatamente interrompido e deve ser procurada assistência médica. Se os doentes com o vírus da hepatite B necessitarem de utilizar o interferão durante um longo período de tempo, devem ser orientados por um médico profissional e evitar a utilização não autorizada do medicamento.