A dissecção da artéria carótida é arriscada?

  O cérebro precisa do fornecimento de sangue do coração para alimentar as células cerebrais, e o canal que liga estes dois órgãos mais importantes é a artéria carótida. Quando a artéria carótida fica doente, resultando em estreitamento ou mesmo oclusão, pode constituir uma séria ameaça à vida de uma pessoa. Como pode ser tratada a estenose da artéria carótida?  A endarterectomia carotídea é uma técnica internacionalmente reconhecida para a limpeza completa da placa. Desde que a primeira endarterectomia carotídea bem sucedida foi realizada na década de 1950, foi desenvolvida e melhorada nos últimos 60 anos e tornou-se agora um procedimento padrão para o tratamento da estenose carotídea com um elevado grau de segurança.  A endarterectomia carotídea é um procedimento minimamente invasivo que envolve fazer uma pequena incisão (3-5 cm) no pescoço do paciente, apertar temporariamente as artérias carótidas distal e proximal, e depois cortar a artéria carótida para remover os “detritos” (placa aterosclerótica) que está a bloquear o vaso, resultando numa parede interna lisa e diâmetro interno normal.  A eficácia e segurança da endarterectomia carotídea tem sido bem documentada em ensaios clínicos em larga escala na Europa e nos EUA, e é agora um procedimento de rotina para o tratamento da estenose carotídea na Europa e nos EUA. No entanto, por várias razões, a endarterectomia carotídea ainda não é comummente utilizada na China (a endoprótese carotídea é o principal procedimento nos hospitais locais na China), e requer uma avaliação pré-operatória rigorosa, que não só testa a proficiência cirúrgica do cirurgião, mas também coloca grandes exigências à anestesia e aos cuidados pós-operatórios do hospital (é necessária uma avaliação rigorosa da função cardiopulmonar do paciente, da glicemia e da tensão arterial) para evitar