A acidose láctica é uma complicação relativamente pouco comum mas grave em doentes com diabetes, e quando ocorre, a taxa de morbilidade e mortalidade é elevada, muitas vezes até 50% ou mais. Os critérios de diagnóstico da acidose láctica são um valor de lactato >2mmol/L detectado no sangue humano e um pH sanguíneo de <7,35. O lactato é um produto intermediário do metabolismo da glicose. A decomposição da glucose divide-se em oxidação aeróbica e enzimólise anaeróbica, sendo a oxidação aeróbica o principal caminho para a decomposição do açúcar no organismo para produzir energia. A decomposição da glucose em ácido láctico em condições anaeróbicas não é a principal via para a produção de energia, mas tem importantes implicações patológicas e fisiológicas. Em condições normais, a maior parte do piruvato produzido por glicólise é oxidado no ciclo do ácido tricarboxílico em tecidos como gordura, músculo e cérebro, enquanto uma pequena proporção é catalisada por carboxilase piruvada (PC) via oxaloacetato e entra na condutividade glicogénica, onde é re-produzido como açúcar no fígado e rins. Quando o PDH é inibido e o NAD é insuficiente em diabetes e inanição, a redução do piruvato ao lactato aumenta.