Um quisto epidérmico torna-se sempre canceroso se não for cortado?

A possibilidade de um quisto epidérmico se tornar canceroso se não for cortado não pode ser generalizada e deve ser avaliada com base na condição específica. Os quistos epidérmicos, também conhecidos por queratocistos, são um dos quistos cutâneos mais comuns, uma espécie de quisto que contém queratina na derme, e são lesões benignas. Se o quisto epidérmico estiver relativamente escondido, for pequeno em tamanho e não causar desconforto óbvio, normalmente não é canceroso. Se for irritado por infecções repetidas, as probabilidades de se tornar canceroso são extremamente baixas, mas ainda existe alguma possibilidade. Por conseguinte, se um doente tiver infecções recorrentes e rupturas do quisto epidérmico, recomenda-se a remoção cirúrgica. Se a inflamação crónica se desenvolver localmente, também pode levar a aderências entre o quisto e o tecido circundante e a irregularidades localizadas ou cicatrizes na pele. Quando se desenvolve um quisto epidérmico, é preferível removê-lo quando não há vermelhidão inflamatória ou quando o quisto é pequeno, uma vez que é fácil de remover de forma limpa e a ferida cirúrgica não é grande. Uma vez desenvolvido o eritema, a parede exterior do quisto torna-se muito frágil e é difícil de remover.