A tecnologia de ligação cruzada do colagénio tem sido utilizada na Europa há quase 20 anos. Está actualmente a ser declarada para uso clínico pela nossa FDA e espera-se que seja aprovada no próximo ano. A tecnologia foi utilizada pela primeira vez principalmente para o tratamento de córneas cónicas. Como a incidência de córneas cónicas é de aproximadamente 1 em 2300, só na China há aproximadamente um milhão de pacientes. O curso natural da doença da córnea cónica começa geralmente na adolescência com a miopia – astigmatismo – blefaroplastia da córnea – cirurgia. Todo o processo leva uma média de 6-8 anos e actualmente não há maneira de parar a sua progressão, e eventualmente só podem ser realizados transplantes da córnea. Mas não só a cirurgia é dispendiosa, como também as complicações e outros problemas são difíceis de evitar. Como resultado, a técnica de ligação cruzada do colagénio foi estudada no estrangeiro. Ao infiltrar a riboflavina no estroma da córnea e depois irradiá-la com uma certa quantidade de luz ultravioleta, ocorre a ligação cruzada entre as fibras de colagénio e as fibras engrossam, aumentando a resistência da córnea à tensão e parando o seu desenvolvimento futuro. Este método provou ser muito eficaz e evoluiu agora para ser utilizado no tratamento de condições como a ceratite infecciosa. A técnica é actualmente um ponto de pesquisa internacional, mas é claro que as suas possíveis complicações e eficácia a longo prazo ainda estão a ser rigorosamente estudadas e observadas.