A diferença entre um ataque cerebral e uma trombose cerebral

  É comum pensar no enfarte cerebral e na trombose cerebral como o mesmo conceito, termos diferentes para a mesma doença. Em termos de patogénese, contudo, o enfarte cerebral tem um âmbito mais vasto, incluindo a trombose cerebral e a embolia cerebral.  A trombose cerebral é causada pelo estreitamento de uma artéria e pela formação gradual de um coágulo de sangue no lúmen que eventualmente bloqueia a artéria. A embolia cerebral, por outro lado, é causada pelo bloqueio de uma artéria por uma substância anormal na corrente sanguínea chamada embolia. Ambos causam o mesmo resultado, estreitando a luz do vaso sanguíneo e bloqueando o fornecimento de sangue ao cérebro, resultando em necrose de células cerebrais e os sintomas correspondentes, o que pode ser difícil de distinguir completamente na prática clínica.  Embora as consequências da trombose cerebral e da embolia cerebral sejam as mesmas, existem algumas diferenças no tratamento e na prevenção. Por exemplo, a trombose cerebral, ou enfarte cerebral devido a aterosclerose das grandes artérias, pode ser tratada com terapia trombolítica numa fase precoce, enquanto que a embolia cardiogénica requer um programa de anticoagulação, pelo que é necessário distinguir entre trombose cerebral e embolia cerebral e identificar a origem do trombo.  Actualmente, com os avanços na tecnologia de imagem, a terapia endovascular está a amadurecer, proporcionando opções mais eficazes para o tratamento do enfarte cerebral. No entanto, as células cerebrais são frágeis e muito pouco resistentes à isquemia, e danos irreversíveis ocorrerão se a isquemia ocorrer após 6 horas. É por isso que é importante procurar cuidados médicos precoces quando uma lesão é detectada.  Portanto, embora não haja diferença entre os sintomas de embolia cerebral e trombose cerebral, o tratamento e prevenção do enfarte cerebral deve ser baseado nas diferentes causas.