Como é que a prolactina elevada está relacionada com a infertilidade?

Qual é a relação entre prolactina elevada e infertilidade? Quando a prolactina está persistentemente elevada, ocorre insuficiência lútea – ovulação irregular – ausência completa de ovulação – e, finalmente, amenorreia. A prolactina elevada no sangue faz com que o ovário perca a sua capacidade normal de responder às gonadotrofinas, o que resulta num desenvolvimento folicular deficiente, numa redução significativa do número de células da granulosa após a ovulação, numa baixa secreção de progesterona, na insuficiência lútea, causando infertilidade ou aborto recorrente. Como a libertação de FSH e LH é inibida, a LH não consegue formar um pico pré-ovulatório, o que leva ao sinal de luteinização folicular sem rutura. Ocorrem situações de hiperprolactinemia com secreção insuficiente de estrogénios e progesterona e ausência de um pico significativo de LH, o que resulta na ausência das alterações cíclicas típicas A, B e C no endométrio, num endométrio fino e, frequentemente, num endométrio não homogéneo do tipo B na fase pré-ovulatória. A displasia endometrial e a assincronia são outra causa de infertilidade devido à prolactina elevada.