Um novo estudo sugere que em vez de melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro em fase terminal, a quimioterapia paliativa pode piorar o estado de alguns doentes que ainda se encontram em relativamente boa forma. Os resultados, por Holly G. Prigerson e colegas do Weill Cornell Medical College em Nova Iorque, foram publicados na revista JAMA Oncology. 312 pacientes com cancro avançado (que tinham uma esperança de vida de seis meses ou menos) foram avaliados pelos investigadores entre Setembro de 2002 e Fevereiro de 2008. Mais de metade dos pacientes do estudo estavam a fazer quimioterapia. O estado físico dos pacientes (ou seja, o seu nível de actividade e capacidade de cuidar de si próprios) foi avaliado e pontuado. Pontuações mais elevadas indicavam um estado físico mais fraco. Os pacientes que estavam em más condições físicas com quimioterapia não tiveram uma melhor qualidade de vida nas últimas semanas de vida em comparação com os que não fizeram quimioterapia. Para piorar a situação, os pacientes que se encontravam em melhores condições físicas mas tinham quimioterapia tinham uma pior qualidade de vida nas suas últimas semanas de vida em comparação com aqueles que se encontravam em melhores condições físicas sem quimioterapia. As actuais directrizes ASCO dizem que os pacientes com cancro avançado em melhores condições físicas podem beneficiar da quimioterapia. No entanto, isto é o oposto das últimas descobertas. Prigerson e colegas dizem: “Os resultados sugerem que é incerto se existe um benefício para os pacientes de usar quimioterapia para pacientes com doenças malignas difíceis de tratar”. As directrizes ASCO para a utilização da quimioterapia em pacientes com cancro avançado precisam de ser revistas para apontar os perigos da quimioterapia para pacientes com doenças malignas”, acrescentam.