A importância do diagnóstico patológico do linfoma

 É necessário ter um diagnóstico patológico de linfoma antes do tratamento? R: É necessário um diagnóstico patológico do linfoma antes de poder ser dado o tratamento. Isto porque o linfoma é uma doença complexa que inclui mais de cinquenta tipos diferentes de acordo com a classificação de 2008 da 4ª edição da Organização Mundial de Saúde de tumores de tecidos hematopoiéticos e linfóides. Só com um diagnóstico patológico é que o tipo e o estádio da doença podem ser classificados com precisão e o paciente pode ter a certeza do plano de tratamento mais adequado. O diagnóstico patológico do linfoma é muito complicado em comparação com outros tumores? A taxa de erros de diagnóstico é relativamente mais elevada? A: Em comparação com outros tumores sólidos como o cancro da mama, cancro do pulmão e cancro do intestino, o diagnóstico patológico do linfoma é mais complicado e a taxa de diagnóstico incorrecto é relativamente elevada. Por um lado, a tipologia do linfoma é complexa; por outro, a morfologia e o imunofenótipo das células do linfoma, que se assemelham a linfócitos numa determinada fase de diferenciação, tornam o diagnóstico muito difícil. Além disso, o diagnóstico de linfoma envolve diferenciação de outros tumores malignos, tais como carcinoma indiferenciado e adenocarcinoma hipodiferenciado. O diagnóstico patológico do linfoma, se estiver errado, é muito significativo no seu impacto no tratamento subsequente? R: Sim, uma vez que o diagnóstico patológico do linfoma esteja errado, terá um grande impacto no tratamento subsequente. Isto porque diferentes tipos de linfoma têm diferentes tratamentos ou protocolos de tratamento padronizados, e só um diagnóstico preciso pode levar ao tratamento correcto e ao melhor resultado. Como exemplo, sabe-se que os doentes com cancro gástrico necessitam de ser operados, enquanto que os linfomas que ocorrem no estômago normalmente não necessitam de cirurgia. O linfoma da zona marginal extra-nodal de células B (também conhecido como linfoma MALT) pode ser curado na maioria dos casos com uma combinação de antibióticos para limpar o H. pylori, enquanto que os doentes com linfoma difuso de grandes células B necessitam de receber regimes CHOP ou R-CHOP de quimioterapia, que são regimes de tratamento muito diferentes. Se o linfoma MALT for mal diagnosticado como linfoma difuso de grandes células B, o paciente será ‘tratado em excesso’, desperdiçando dinheiro e causando danos emocionais e físicos desnecessários ao paciente.