É comum observar no local de trabalho que algumas mães apresentam uma disforia ligeira e transitória no período pós-parto, cuja causa está relacionada com a queda acentuada de estrogénio no corpo após o parto, e não com traços de personalidade ou com uma história de gravidez e parto pobres. No entanto, questões triviais da vida, como as futuras visitas de familiares, o silêncio do marido, a iterícia neonatal e a produção insuficiente de leite são factores desencadeantes comuns. Os sintomas incluem depressão, lágrimas, choro, perturbações ligeiras do humor, fadiga fácil e agitação, que podem durar vários dias, mas o prognóstico é bom e muito poucos casos podem evoluir para uma depressão pós-parto. Por conseguinte, devem ser prestados cuidados e assistência suficientes à mãe durante o puerpério precoce, sendo necessária uma escuta compreensiva, e não um aconselhamento crítico, para aliviar o humor deprimido.