O EEG é o meio mais importante de diagnóstico de epilepsia e convulsões, e é também uma base importante para a “classificação internacional” de epilepsia e convulsões, bem como uma referência para determinar a resposta ao tratamento e reduzir e parar a medicação. Contudo, o diagnóstico de epilepsia não deve basear-se unicamente na presença de descargas de epilepsia sobre o EEG. Um EEG normal não significa que a epilepsia possa ser excluída. Por conseguinte, devem ser realizados exames de EEG normalizados, incluindo vários testes evocados, tempo prolongado de registo de EEG, e registo de EEG em condições especiais (diferentes profundidades de sono). 2.Imaging exame Cranial CT: Pode encontrar anomalias estruturais mais óbvias, mas é difícil encontrar anomalias estruturais subtis. A RM tem uma alta resolução espacial e pode detectar anomalias estruturais subtis, que tem um alto valor de referência para o diagnóstico etiológico, especialmente para a avaliação de epilepsia refractária (intratável). Uma variedade de diferentes técnicas e sequências de imagem tem sido utilizada em testes clínicos, e o seu significado diagnóstico varia para anomalias estruturais (lesões) de natureza diferente, tais como esclerose hipocampal, displasia cortical focal, hemangioma cavernoso, esclerose nodular, hemangiomatose cerebral de superfície, doença do fumador, e encefalopatia mitocondrial. 3. Exame neuropsicológico Muitas crianças com epilepsia são acompanhadas por anomalias comportamentais intelectuais e psiquiátricas, que precisam de ser avaliadas com métodos especializados. O diagnóstico de certas síndromes epilépticas e encefalopatias epilépticas requer o apoio de achados neuropsicológicos. Em pacientes submetidos a avaliação pré-operatória para epilepsia, a avaliação neuropsicológica não só ajuda a localizar o foco epiléptico, como também ajuda a avaliar alterações em várias funções cerebrais antes e depois da cirurgia. 4. O PET da cabeça permite a análise quantitativa de processos bioquímicos em áreas funcionais específicas do cérebro e pode ser interpretado como um exame da actividade das células cerebrais. Além disso, o exame PET pode ajudar a detectar lesões microscópicas que são difíceis de detectar por ressonância magnética. 5. Outros testes laboratoriais Os testes hematológicos, incluindo sangue de rotina, glicose sanguínea, electrólitos e cálcio sanguíneo, podem ajudar a encontrar a causa da doença. A monitorização da concentração de sangue de medicamentos antiepilépticos ajuda no ajuste de medicamentos e na detecção de toxicidade de medicamentos, etc. Os testes hematológicos são também utilizados para a detecção de reacções adversas aos medicamentos, e os indicadores comuns de monitorização incluem a rotina sanguínea, a função hepática e renal e os electrólitos. As convulsões são uma das principais manifestações de perturbações do metabolismo genético. O rastreio genético do metabolismo do sangue e da urina pode ajudar a diagnosticar a etiologia da epilepsia. Uma parte da epilepsia está geneticamente relacionada, especialmente certos tipos específicos de epilepsia, e o rastreio genético é necessário para confirmar o diagnóstico e para completar mais aconselhamento e orientação genética.