A classificação BI-RADS da mama é o padrão adoptado pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) no Sistema de Relatórios e Dados de Imagens da Mama (BIRDS) para indicar alterações na mama. A classificação BI-RADS significa o seguinte: Grau 0: exige a recolha e reavaliação em conjunto com outros exames, indicando que as informações obtidas no exame podem não estar completas. Grau I: Nenhuma anormalidade é vista. Grau II: são consideradas alterações benignas e recomenda-se um acompanhamento regular (por exemplo, uma vez por ano). Grau III: A doença benigna é possível mas requer um período de seguimento mais curto (por exemplo, uma vez a cada 3-6 meses), com menos de 2% de malignidade a este nível. Grau IV: Lesão maligna considerada provável, requerendo biopsia para esclarecimento. Grau V: Alta suspeita de lesão maligna (quase identificada como doença maligna), exigindo biópsia cirúrgica da excisão. Grau VI: lesão maligna foi confirmada pela patologia. Assim, quando receber o seu relatório hospitalar de mamografias, ultra-sons e ressonância magnética, e lhe for diagnosticada uma alteração mamária de quantos graus BI-RADS, não fique nervoso ainda e não pense que relatar o BI-RADS chamado grau I ou II significa cancro da mama fase I ou II. De facto, apenas o grau III em diante precisa de ser tratado com cautela. Evidentemente, o grau de doença mamária determinado por imagens requer uma análise abrangente por parte do clínico, tendo em conta as circunstâncias específicas, antes de fazer uma recomendação de tratamento.