Quais são as características da contraceção de emergência?

A contraceção de emergência não é utilizada como um contracetivo regular e a sua utilização regular pode provocar perturbações menstruais nas mulheres. A contraceção de emergência é normalmente utilizada como medida correctiva. É também conhecida no estrangeiro como PlanB. A contraceção de emergência pode ser utilizada nas horas e nos dias que se seguem a uma relação sexual desprotegida e baseia-se no princípio da utilização de medidas para evitar a conceção após a fecundação, antes de o óvulo fecundado se instalar no útero. A mais conhecida é a pílula contraceptiva oral de emergência, que pode ser comprada nas farmácias sem receita médica e pode ser tomada por via oral nas 72 horas seguintes à relação sexual e repetida 12 horas depois. Para além desta, existem outras medidas, mas é necessário procurar ajuda médica junto de um especialista em planeamento familiar do hospital. A mifepristona é um medicamento anti-gravidez que pode ser tomado 5 dias após a relação sexual e tem 0,5% de hipóteses de falhar. Outra opção é a colocação de um DIU de cobre no hospital nos 5 dias seguintes à relação sexual, para evitar que o óvulo fertilizado se fixe, o que tem 0,1% de hipóteses de falhar. Em conclusão, a contraceção de emergência não deve ser utilizada como contracetivo de rotina e é mais importante ter uma boa rotina contraceptiva.