De acordo com um relatório publicado no novo número da revista médica britânica The Lancet, os investigadores norte-americanos desenvolveram um teste genético que pode determinar, grosso modo, até que ponto o risco de morte é elevado para os doentes com cancro do pulmão, e após o rastreio dos doentes com maior risco de morte, podem ser tomadas quimioterapias adicionais e outros meios para ajudar a tratá-los. Investigadores da Universidade da Califórnia e outras instituições relataram que analisaram a condição e a informação genética de mais de 300 doentes com cancro do pulmão de células não pequenas e descobriram que a actividade de 14 genes em doentes poderia ajudar a prever o seu risco de morte após o tratamento. Para confirmar a validade desta abordagem, os investigadores realizaram então testes de validação em mais de 1.000 pacientes. Os resultados mostraram que os pacientes cuja análise genética resultou num baixo risco de morte tiveram uma taxa de sobrevivência de 74% durante os cinco anos de seguimento; aqueles cujo teste genético mostrou um risco intermédio de morte tiveram uma taxa de sobrevivência de 57%; e aqueles cujo teste genético mostrou um elevado risco de morte tiveram uma taxa de sobrevivência de apenas 44%. Os investigadores disseram que estes testes genéticos poderiam ajudar a determinar se os doentes deveriam receber quimioterapia adicional. Nas fases iniciais do tratamento do cancro do pulmão, normalmente só é utilizada a cirurgia para remover o tumor, mas alguns pacientes têm frequentemente células cancerosas escondidas no seu corpo, levando a uma recorrência do cancro após a cirurgia, e a maioria dos pacientes com um risco elevado de morte estão nesta categoria. Para este tipo de paciente, a quimioterapia pode ser utilizada para matar as células cancerosas escondidas. Contudo, estudos demonstraram que o uso de quimioterapia após a cirurgia não melhora significativamente as taxas de sobrevivência para toda a população de pacientes.