A epilepsia requer normalmente a neurologia em primeiro lugar. Isto porque a epilepsia é normalmente tratada com medicação, que se enquadra no âmbito da neurologia. Contudo, há alguns pacientes com epilepsia cuja epilepsia permanece descontrolada mesmo após uma combinação de medicamentos, e esta condição pode requerer tratamento em neurocirurgia. A epilepsia é causada por descargas anormais no córtex cerebral. Em neurologia, exame físico, EEG padronizado, e ressonância magnética craniana, TAC, glicemia, cálcio sanguíneo, e exame do líquido cefalorraquidiano podem ser realizados para clarificar a causa, após o que se pode determinar um plano de tratamento. Em geral, se as convulsões ocorrerem 1-2 vezes por ano, podem ser temporariamente observadas sem medicação. Isto porque, uma vez tomada a medicação, pode ser necessária medicação a longo prazo. Contudo, se as convulsões ocorrerem mais de 2 vezes por ano, é necessária medicação anti-epiléptica oral sob a orientação de um médico. Para a epilepsia idiopática primária, a medicação é frequentemente necessária durante 1-2 anos, ou mesmo mais, para controlar as convulsões. Para pacientes com epilepsia secundária, ao usar medicação para controlar as convulsões, ainda é necessário manter a medicação durante 3-5 anos, mesmo que as convulsões sejam completamente sem convulsões. Durante o período de tratamento com medicação, a revisão do EEG deve ser feita regularmente no departamento de neurologia, e só após os resultados do EEG estarem todos normais é que a medicação pode ser gradualmente retirada, reduzida, e depois descontinuada. Para epilepsia refractária, especialmente epilepsia causada por lesão cerebral ou tumor, mesmo após tratamento com múltiplos medicamentos antiepilépticos, ainda existe a possibilidade de convulsões. Neste caso, é necessário consultar a neurocirurgia, ou neurologia e cirurgia para avaliar se os procedimentos cirúrgicos podem ser realizados para remover a lesão epiléptica.