A deficiência auditiva, vulgarmente conhecida como surdez, é uma das perturbações congénitas mais comuns, com uma incidência de cerca de 1-3 por mil, que é muito elevada. Os bebés com audição normal darão um movimento de reflexo assustador, um abanão momentâneo dos membros do corpo ou uma mudança na expressão, quando ouvem um som alto num ambiente silencioso. Aos 3-4 meses de idade estão muito interessados no som e irão procurar a sua direcção. Este é um marco importante no desenvolvimento linguístico e é geralmente alcançado entre 6 e 9 meses e o mais tardar 11 meses. Se a criança for surda, não ouvirá o estímulo para falar e não poderá entrar na fase da fala antes dos 11 meses de idade, não conseguirá aprender a língua durante os cruciais 2-3 anos de idade e tornar-se-á surda e muda. Se a detecção precoce, o diagnóstico precoce e a intervenção precoce forem efectuados após o nascimento, a criança será capaz de ouvir sons normais e poderá ouvir “nove em cada dez surdos sem ser mudo”. Portanto, o rastreio auditivo após o nascimento é a melhor forma de detectar a surdez numa fase precoce e de reabilitar a criança numa fase precoce, para que a criança possa desenvolver-se normalmente em termos de fala e inteligência e possa entrar num jardim-de-infância normal.