O rastreio auditivo aos 42 dias é um método clínico comum para determinar a audição dos recém-nascidos, sendo realizado durante o estado de sono natural da criança, através de testes electrofisiológicos como as emissões otoacústicas, a resposta auto-acústica do tronco cerebral e a impedância acústica, podendo detetar a presença de deficiência auditiva nos recém-nascidos. A precisão do rastreio auditivo aos 42 dias é de cerca de 30%, o que é afetado por uma série de factores e tem de ser combinado com dois rastreios auditivos aos três e aos seis meses para determinar se a criança tem uma audição anormal. A maior parte dos bebés que não passam no teste de rastreio auditivo não apresentam uma perda auditiva definitiva após o teste auditivo de diagnóstico, porque as secreções existentes no canal auditivo externo ou médio (gordura fetal e líquido amniótico no canal auditivo externo; líquido na cavidade do ouvido médio) foram absorvidas ou expelidas. No rastreio auditivo, os melhores resultados são obtidos quando o bebé se encontra num estado de sono natural. Os resultados do teste podem ser afectados quando o bebé está inquieto, a chorar ou tem o nariz sem ventilação. Por isso, os bebés devem estar tranquilos e sonolentos quando fazem o rastreio auditivo, de preferência cerca de meia hora depois de terem comido, e os pais podem acariciar os bebés para tentar acalmá-los, se necessário. Se for diagnosticada uma deficiência auditiva ao seu bebé, recomenda-se uma intervenção precoce.