Atualmente, a maior parte dos hospitais e consultórios dentários não exige a realização de uma análise ao sangue antes da destartarização. No entanto, é de salientar que uma análise ao sangue antes da destartarização pode ser muito útil do ponto de vista clínico, uma vez que a destartarização em si acarreta um certo risco. No caso dos doentes que fazem limpezas prévias, podem ser efectuadas análises sanguíneas de rotina para deteção de doenças infecciosas e de coagulação, o que será mais vantajoso tanto para o médico dentista como para o doente. Por exemplo, nas análises sanguíneas de rotina, pode verificar-se que o doente tem glóbulos brancos elevados ou glóbulos vermelhos baixos, o que significa que o doente tem sintomas óbvios de infeção ou anemia, pelo que não se recomenda a realização da destartarização devido aos riscos correspondentes, recomenda-se o controlo da infeção ou da anemia antes de realizar o tratamento de destartarização. Além disso, se o tempo de coagulação for particularmente longo, isso significa que o paciente tem um certo problema com a função de coagulação. É então possível que as gengivas sangrem mais do que uma vez após a destartarização, pelo que também se pode evitar algum risco de hemorragia. Quanto às doenças infecciosas, se tiver algum conhecimento deste aspeto da hepatite do doente antes da destartarização, pode fazer um bom trabalho na destartarização para proteger tanto o médico como o doente e, ao mesmo tempo, uma melhor desinfeção, de modo a evitar a infeção cruzada na destartarização ou após a destartarização.