O hemangioma no fígado, ou hemangioma hepático, é um tumor benigno comum. A solução radical é a remoção cirúrgica, mas a necessidade de cirurgia depende do tamanho, taxa de crescimento e localização do hemangioma, bem como dos desejos e circunstâncias pessoais do paciente. A maioria dos hemangiomas são pequenos e crescem muito lentamente, e não requerem cirurgia. Quando o paciente não apresenta sintomas óbvios, a observação clínica e os exames regulares de ultra-sons são suficientes. Um pequeno número de pacientes com hemangiomas grandes, de crescimento rápido, sintomáticos e potencialmente rompidos pode ser removido cirurgicamente. A ressecção laparoscópica do hemangioma hepático é normalmente utilizada na prática clínica, e as indicações para cirurgia incluem o crescimento rápido de hemangiomas, hemangiomas >10cm de diâmetro, hemangiomas com menos de 10cm de diâmetro mas com sintomas clínicos óbvios, e hemangiomas localizados na margem do fígado que estão em risco de ruptura traumática ou que já se tenham rompido. As principais opções de tratamento incluem o descascamento laparoscópico do hemangioma hepático, a esclerose perfurante, a embolização da artéria hepática e a ablação. O descascamento laparoscópico do hemangioma hepático, que utiliza técnicas laparoscópicas e uma faca de ultra-som para descascar o tumor, é a forma mais comum e directa de tratar os hemangiomas na prática clínica. As outras modalidades de tratamento destinam-se principalmente a destruir as células endoteliais dos vasos sanguíneos e a bloquear o fornecimento de sangue ao hemangioma, provocando assim a contracção do tumor. Os pacientes que ainda não foram submetidos a cirurgia para hemangioma hepático devem tomar precauções adicionais para se protegerem de choques e pressões no abdómen, o que poderia levar à ruptura do hemangioma hepático.