Questões relacionadas com o tratamento cirúrgico da epilepsia

  1. Que pacientes com epilepsia são adequados para tratamento cirúrgico?
  1) Epilepsia refractária: 2 ou mais medicamentos antiepilépticos de primeira linha são utilizados em quantidade suficiente, e após mais de 2 anos de tratamento regular, as crises ainda não são controladas, afectando o trabalho e a vida diária do paciente.
  2) Epilepsia com clara “lesão responsável”: Após historial médico detalhado, EEG vídeo, RM de alta intensidade de campo (3,0 TMRI), PET-CT/PET-MRI e outras técnicas modernas de neuroimagem, a “lesão responsável” (foco epileptogénico) que causa a convulsão pode ser claramente identificada. A “lesão responsável” (foco epileptogénico) da convulsão pode ser identificada. Estas “lesões responsáveis” podem ser congénitas (por exemplo, displasia cortical, etc.) ou adquiridas (por exemplo, glioma de baixo grau, etc.).
  3) Alguns tipos de epilepsia, tais como a epilepsia do lobo temporal e a esclerose hipocampal, têm melhores resultados cirúrgicos e podem ser activamente considerados para cirurgia.
  4) Para bebés e crianças com epilepsia, especialmente aqueles com epilepsia intratável que afecta o desenvolvimento cerebral ou potencialmente incapacitante, a cirurgia deve ser realizada o mais cedo possível se houver indicações cirúrgicas disponíveis.
  2. Quais são os principais testes para avaliação pré-operatória de pacientes epilépticos?
  1) Electroencefalograma vídeo de longo alcance (VEEG): incluindo EEG interictal e interictal, que é uma ferramenta importante para o diagnóstico da epilepsia.
  2) RM da cabeça: para compreender as anomalias anatómicas do cérebro e para detectar a “lesão responsável”.
  3) PET-CT: fornece fortes evidências para a localização de “focos epilépticos” através da análise do metabolismo do tecido cerebral.
  4) SPECT: os resultados das imagens reflectem o estado de perfusão cerebral do sangue, e podem ser utilizados em diferentes estados do paciente (durante e entre convulsões) para orientar a localização do “foco epileptogénico”.
  5) Magnetoencefalografia (MEG): A causa principal das convulsões é a descarga excessiva, e o campo eléctrico pode gerar campo magnético.
  6) Sintomas e sinais: Os sintomas e sinais do paciente são uma base importante para a localização que não pode ser ignorada. A história detalhada e o exame físico, bem como a avaliação neuropsicológica abrangente são importantes no diagnóstico e tratamento.
  7) Electroencefalografia estereotáxica (SEEG): Quando os testes não invasivos não conseguem localizar com precisão o foco epiléptico, testes invasivos como o EEG estereotáxico podem ser considerados.
  8) Outros testes que podem ser necessários são: ressonância magnética funcional (fMRI) – para descobrir a relação entre áreas funcionais do cérebro e focos epilépticos; bop de ressonância magnética (MRS) – um teste mais sensível para avaliar a epilepsia do lobo temporal e a esclerose hipocampal.
  A localização do “foco epileptogénico” é muito importante no diagnóstico e tratamento da epilepsia. Não há um único teste que possa fornecer a única informação fiável de localização, pelo que podemos escolher uma combinação dos testes acima referidos para fazer um julgamento abrangente de acordo com a situação específica de cada paciente. Quanto mais consistentes forem os testes, mais precisa será a localização do “foco epileptogénico”, e mais exacto será o resultado pós-operatório da epilepsia.
  3. Quais são os procedimentos cirúrgicos da epilepsia?
  (1) Cirurgia de excisão: para remover a causa da epilepsia, tais como lobectomia temporal, neocorticotomia, hemisferectomia, etc.
  (2) Cirurgia paliativa: bloquear a propagação de descargas epilépticas e reduzir o grau de generalização, tais como calosotomia do corpus, dissecção múltipla de fibras transversais submursais, etc.
  (3) Cirurgia de neuromodulação: por exemplo, estimulação do nervo vago, estimulação profunda do cérebro, etc.
  (4) Cirurgia destrutiva: por exemplo, cautério térmico a laser, termocoagulação de radiofrequência, etc.
  O médico escolherá o tipo certo de cirurgia de acordo com a situação específica do paciente, e o paciente deve comunicar plenamente com o médico para compreender os prós e contras da cirurgia antes de tomar uma decisão abrangente.
  4. A cirurgia pode curar a epilepsia?
  Antes da cirurgia, os pacientes com epilepsia querem saber qual é a taxa de sucesso ou a taxa de cura da cirurgia, e esperam controlar a epilepsia sem medicação após a cirurgia. A razão para isto é que a epilepsia é complexa, e os resultados da cirurgia variam muito entre diferentes tipos de epilepsia, e mesmo para o mesmo tipo de epilepsia, o prognóstico varia muito dependendo da causa. É difícil quantificar os resultados com conceitos tais como “taxa de cura” e “cura”. No entanto, se o “foco epileptogénico” for localizado com precisão, cerca de 70% dos pacientes podem ter a sua epilepsia significativamente controlada ou as suas convulsões podem ser completamente interrompidas após a cirurgia.