A arterite temporal, também conhecida como arterite de células gigantes, é uma doença vascular inflamatória sistémica que afecta a meia-idade e os idosos, sendo a idade avançada, a raça, a geografia e o género factores importantes no seu desenvolvimento. A patologia é caracterizada por lesões inflamatórias granulomatosas proliferativas em todas as artérias, envolvendo principalmente a artéria temporal superficial, artéria oftálmica e outras artérias extracranianas. Os sintomas iniciais são principalmente febre, hiperidrose, anemia, dor de cabeça e artralgia com polimialgia reumática, manifestada pela rigidez e dor muscular simétrica bilateral, dor no pescoço, ombro e perna, que se agrava com a actividade. Na prática clínica, a arterite temporal e a polimialgia reumática são na sua maioria vistas como diferentes manifestações de um processo de doença. Além disso, a maioria dos pacientes presentes com polimialgia reumatica clássica sem sintomas de arterite temporal e arterite temporal só é detectada durante uma biópsia da artéria temporal. A condição é normalmente visualizada utilizando técnicas de imunofluorescência, e o envolvimento do sistema auto-imune na patogénese da doença é demonstrado quando são encontradas proteínas depositadas nas paredes dos vasos doentes. Tem sido relatado que a doença pode coexistir com hipertensão, aterosclerose e diabetes, o que representa o envolvimento de factores humorais e anomalias metabólicas na patogénese da doença. A patogénese da arterite temporal ainda não é clara e há falta de medidas preventivas eficazes. Quando o desconforto físico é detectado, consultar prontamente um reumatologista para diagnóstico e tratamento precoces, para evitar atrasar a doença.