Questões de fertilidade em mulheres em recuperação do linfoma de Hodgkin

  O regime ABCD utilizado para o linfoma de Hodgkin é aquele que tem pouco impacto na fertilidade. Mesmo que a quimioterapia fosse administrada durante a gravidez, os dados analisaram 43 crianças de 3-19 anos de idade cujas mães tinham recebido quimioterapia durante a gravidez por malignidades hematológicas (leucemia aguda e crónica, doença de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin), 19 das quais tinham recebido quimioterapia no primeiro trimestre. Catorze das 43 mães com doença de Hodgkin foram tratadas com MOPP (azacitidina, vincristina, metilbenzilhidrazina, prednisona) ou ABVD (adriamicina, bleomicina, vincristina, azuremidina) durante a gravidez.  Cinco casos receberam quimioterapia no primeiro trimestre de gravidez; todas as cinco mulheres tinham entre 4 e 17 anos de idade na altura do relatório dos autores e não tinham constatações anormais nos exames de seguimento. Contudo, os autores afirmam que o pequeno número de casos não é suficiente para excluir a possibilidade de teratogenicidade da quimioterapia. Mais informações sugerem que dois anos após a quimioterapia é mais apropriado para a gravidez. Muitas crianças com leucemia são curadas e crescem para terem bebés saudáveis, por isso não é preciso preocupar-se muito, mesmo que tenha feito quimioterapia, isso não significa necessariamente que afecte mais o seu bebé do que beber ou fumar. Além disso, há testes de gravidez! Não se preocupe com isso!