Introdução O neuroblastoma olfactivo tem origem no neuroectodermio do nervo olfactivo e é responsável por 3% dos tumores nasais. Foi nomeado neuroepitelioma olfactivo, neuroblastoma olfactivo e neuroblastoma sensorial porque a sua origem histológica exacta não é clara. A Classificação Patológica de Tumores da OMS de 1993 classifica o neuroblastoma olfactivo como tumor neuronal e inclui o neuroepithelioma olfactivo entre parênteses. A doença pode ser observada em qualquer idade, com um duplo pico nas idades l0-20 e 50-60, e é mais comum nos homens. O tumor ocorre normalmente nas paredes superior, superior e lateral da cavidade nasal e tem uma progressão lenta. O neuroblastoma olfactivo tem um início insidioso e a maioria dos pacientes não apresenta sintomas óbvios. Nas fases iniciais, os principais sintomas incluem sinusite crónica com congestão nasal, rinorreia, dor de cabeça, corrimento nasal e perda de olfacto. Em casos raros, podem ocorrer sintomas neuropsiquiátricos, tais como convulsões e perda de consciência. Ao exame, os tumores na parte superior da cavidade nasal são vermelho-acinzentados, quebradiços e sangram facilmente quando tocados. Os tumores da fase A estão confinados à cavidade nasal; os tumores da fase B invadem os seios nasais; os tumores da fase C ultrapassam a cavidade nasal e os seios nasais e podem invadir o septo, a órbita, a base do crânio, o pescoço ou metástase distantemente. O tumor pode invadir o septo, a órbita, a base do crânio, o pescoço ou metástases distantes. 2. Diagnóstico e Diagnóstico Diferencial ENB é insidioso e a sua apresentação clínica não é específica. O diagnóstico depende principalmente do exame patológico. O tumor precisa de ser diferenciado de carcinoma indiferenciado, linfoma maligno e rabdomiossarcoma embrionário sob baixa magnificação.