Não existem novos medicamentos para a doença do neurónio motor na clínica, mas, por exemplo, o riluzol e a edaravona podem tratar a doença do neurónio motor.
O riluzol tem o efeito de inibir a libertação de glutamato, o que pode melhorar os neurónios e abrandar a progressão da doença do neurónio motor. O medicamento tem efeitos adversos no sistema digestivo, sendo necessária uma monitorização regular da função hepática e renal durante a administração. O medicamento está contraindicado em pessoas alérgicas ao riluzol, pessoas com função hepática anormal e mulheres grávidas ou a amamentar.
A edaravona tem o efeito de eliminar os radicais livres e melhorar os neurónios, sendo frequentemente utilizada no tratamento de ataques agudos de enfarte cerebral. Podem ocorrer erupções cutâneas, distensão abdominal, febre e outros sintomas quando se toma este medicamento. É proibido para pessoas alérgicas ao edaravone, pessoas com insuficiência renal grave, mulheres grávidas ou a amamentar e crianças.
Nos últimos anos, embora tenha havido relatos da utilização dos dois medicamentos acima referidos no tratamento da doença do neurónio motor para abrandar a progressão do estado do doente e melhorar a sua qualidade de vida, a melhoria dos sintomas não é óbvia.
Recomenda-se que os doentes com doença do neurónio motor adoptem um bom hábito alimentar, concentrando-se no aumento da nutrição e no fortalecimento do corpo, e evitem fumar e beber álcool enquanto recebem tratamento medicamentoso. Se houver alguma flutuação da doença, consultar o médico atempadamente.