Reino Unido Novo método de imagem de espectrometria de massa impulsiona a digitalização da análise do tecido cancerígeno

  A imagem por espectrometria de massa (MSI) é uma técnica promissora na investigação do cancro, mas a sua utilização é actualmente limitada por questões como o pré-processamento de dados brutos, precisão de imagem e capacidades de reconhecimento de imagem. Um recente comunicado de imprensa do Imperial College no Reino Unido diz que os investigadores de lá desenvolveram um novo método que poderia abordar eficazmente estas questões. O novo método irá mudar a forma como o tecido doente é detectado, trazendo assim a análise do tecido cancerígeno para a era digital. A investigação é publicada na última edição dos Actos da Academia Nacional das Ciências.  A espectrometria de massa é uma técnica que utiliza a espectrometria de massa para digitalizar directamente amostras biológicas para analisar a distribuição estrutural, espacial e temporal de componentes químicos em células ou tecidos. Este método de imagem não se limita a uma ou algumas moléculas proteicas em particular, mas pode encontrar cada molécula proteica numa amostra de tecido biológico e fornecer informação precisa sobre a sua distribuição espacial no tecido. A ideia de utilizar esta técnica para identificar tipos de tecidos biológicos foi proposta há vários anos, mas nenhum método prático e eficaz foi concebido.  O novo método utiliza a ionização por electrospray de dessorção para optimizar o pré-processamento de dados, melhorar a precisão da imagem e melhorar a identificação da imagem através da extracção de impressões moleculares específicas dos tecidos biológicos para melhorar as propriedades bioquímicas dos diferentes tipos de tecidos biológicos. Utilizando a plataforma de informação biológica integrada recentemente desenvolvida, os investigadores afirmam que a grande quantidade de dados de informação específica sobre tecidos humanos obtidos por espectrometria de massa pode ser utilizada para construir uma base de dados de vários tipos de tecidos.  Ao analisar várias amostras e comparar os resultados com a análise histológica tradicional, o computador pode então aprender a reconhecer diferentes tipos de tecido, tornando a resolução do tecido canceroso relativamente simples e eficiente. Utilizaram o fluxo de trabalho que conceberam para a detecção do tecido rectal e colorrectal do cancro com bons resultados.  Em comparação com a histologia padrão, que pode demorar semanas a produzir resultados completos, um único teste utilizando imagens de espectrometria de massa pode dar informação mais detalhada em apenas algumas horas, mostrando não só se o tecido é canceroso, mas também que tipo e subtipo de cancro é. Esta informação é importante para os médicos na escolha do tratamento mais eficaz.  Os investigadores notam que o método de análise de amostras histopatológicas pouco mudou desde os finais do século XIX, quando foram utilizadas técnicas de coloração para mostrar a estrutura dos tecidos. Até hoje, a coloração continua a ser o método dominante de análise histológica nos hospitais, e tem-se tornado cada vez mais complexo e dispendioso. A espectroscopia de massa, por outro lado, pode mudar o paradigma básico da histologia, na medida em que os cientistas deixarão de definir os tipos de tecidos com base na sua estrutura, mas sim na sua composição química.  Em vez de confiar no olho do perito, os futuros testes serão baseados em vastas quantidades de dados, com apenas um teste a produzir muito mais informação do que múltiplos testes histológicos tradicionais. Dizem que a nova investigação supera algumas das barreiras à aplicação prática da tecnologia de imagem de espectrometria de massa e será o primeiro passo para a criação da próxima geração de meios totalmente automatizados de análise histológica.