Como é diagnosticada a dor de cabeça rinogénica?

  A dor de cabeça rinogénica refere-se à dor de cabeça causada pela patologia nasal e sinusal. A inflamação aguda dos seios nasais é a mais comum, sendo responsável por cerca de 5% de todas as dores de cabeça. Outras doenças como a rinite aguda e crónica, sinusite crónica, rinite atrófica e desvio do septo nasal também podem causar dores de cabeça.  Como é diagnosticada a dor de cabeça rinogénica?  1. sinais: A rinoscopia ou endoscopia nasal anterior pode revelar lesões na mucosa nasal, turbinados, passagens nasais ou septo nasal, tais como vermelhidão escura da mucosa nasal, congestão e edema dos turbinados, descarga purulenta das passagens nasais, neoplasia tipo cartilagem linfóide nasal, desvio do septo nasal, ou mesmo tumores nasais.  2, exame nasal: rinoscopia anterior, pode ver congestão crónica da mucosa nasal, inchaço ou hipertrofia, hipertrofia do corneto médio ou alterações do tipo pólipo, estreitamento do tracto nasal médio, edema da mucosa ou pólipos, etc. Na sinusite do grupo anterior, há pus no tracto nasal médio; na sinusite maxilar, o pus encontra-se geralmente na parte posterior inferior do tracto nasal médio e pode fluir para baixo do corneto inferior, acumulando-se na parte inferior da cavidade nasal e no tracto nasal inferior. Na sinusite frontal, o pus tende a fluir para a parte anterior da passagem nasal média. Na sinusite septal anterior, vê-se um pus espesso na passagem nasal média. Na sinusite posterior, o pus desce da fissura olfactiva e é retido na parte posterior da cavidade nasal ou flui para a nasofaringe. Se necessário, deve ser realizada uma rinoscopia posterior, que pode ajudar a ver se há pus no tracto nasal superior. Se houver suspeita de sinusite séptica e não se observar pus no tracto nasal, pode ser utilizado um método de drenagem postural com efedrina a 1% para contrair a mucosa nasal para ajudar no diagnóstico. A utilização da nasofaringoscopia fibrosa ou endoscopia do seio nasal para observar as alterações das mucosas nas paredes da cavidade nasal e aberturas dos seios nasais, bem como as secreções dos orifícios dos seios nasais, será mais útil no diagnóstico.  3. exame oral e faríngeo: No caso de sinusite maxilar odontogénica, podem ser detectadas lesões no 2º bíceps ipsilateral da maxila ou 1º e 2º molares. A sinusite do grupo posterior é por vezes vista como uma descarga purulenta ou crosta seca na parede faríngea posterior.  4. TAC: Ao examinar a sinusite, é possível ver mais claramente se a parede sinusal está danificada e a extensão das lesões da mucosa na cavidade sinusal.