A causa mais frequente da perda de sombra do músculo psoas maior são as fracturas pélvicas e da coluna vertebral, que representam cerca de 2/3 dos casos; seguidas da rutura dos órgãos retroperitoneais (rins, bexiga, duodeno e pâncreas, etc.) e das lesões dos grandes vasos e dos tecidos moles. O músculo psoas maior actua como um amortecedor entre o rim e a coluna vertebral, separando o ureter da ponta do processo transverso das vértebras lombares. A fáscia que envolve o psoas maior é a fáscia ilíaca, que faz parte da fáscia intra-abdominal e se funde lateralmente com a camada anterior da fáscia lombar dorsal que cobre o aspeto anterior do psoas. A fáscia iliopsoas está ligada medialmente aos corpos vertebrais lombares, aos discos intervertebrais e à parte superior do sacro, formando assim a bainha do psoas maior. A bainha do músculo psoas maior é muito sólida, e o pus da tuberculose das vértebras torácicas e lombares pode fluir para baixo, para a bainha, até ao fémur. Entre este músculo e o ramo iliopúbico e a cápsula articular da anca, existe uma grande bolsa de líquido sinovial chamada bolsa iliopúbica. Esta bursa comunica frequentemente com a cápsula articular da anca, pelo que quando a cápsula articular da anca está infetada, o pus pode espalhar-se para esta cápsula. Quando este músculo está contraído, a coxa pode ser flectida e rodada para fora e, quando a coxa está imobilizada, o tronco é fletido para a frente através da flexão do segmento lombar da coluna vertebral.