Misdiagnóstico, o peso insuportável do paciente.

  O erro de diagnóstico é um problema inevitável na actividade médica, e mesmo os hospitais mais prestigiosos e os médicos mais idóneos podem cometer erros de diagnóstico. O facto de encararmos a existência de um diagnóstico incorrecto e permitirmos que ele ocorra em determinadas circunstâncias não significa que o toleremos, nem é uma razão pela qual possamos diagnosticar incorrectamente. Quando um paciente chega a um hospital, confiou a sua vida ao hospital. Como um anjo de branco, uma negligência ou um diagnóstico errado de 1% significa que o paciente tem de suportar 100% das consequências e do sofrimento. A Sociedade Chinesa de Gestão Hospitalar fez um inquérito sobre as causas do diagnóstico incorrecto, e existem quatro razões principais para o diagnóstico incorrecto: Primeiro, os médicos não têm experiência suficiente, e os novos médicos não conhecem as doenças antigas. Em segundo lugar, os médicos não são meticulosos no questionamento e exame. Em terceiro lugar, os médicos confiam demasiado ou são supersticiosos sobre os resultados dos testes auxiliares. Em quarto lugar, os médicos não escolheram itens de exame específicos, etc. Uma análise cuidadosa destas quatro causas revela que a experiência, responsabilidade e espírito de serviço do médico são as principais causas do diagnóstico incorrecto, que é também a chave para as disputas médico-paciente.  Em relação ao problema do diagnóstico incorrecto, Wu Jieping, um titã médico, acredita que embora as causas do diagnóstico incorrecto sejam complexas, a chave ainda reside no médico, porque o médico é o principal corpo de conhecimento. Para os médicos, a primeira coisa é ter um elevado sentido de responsabilidade e compaixão; em segundo lugar, devem ser capazes de aplicar os seus conhecimentos existentes, aplicar o que aprenderam adequadamente à prática médica, e depois pensar profundamente sobre isso. Embora o conhecimento de um médico seja importante, o conhecimento por si só não serve. A diferença entre a medicina e outras disciplinas é a sua natureza prática, e só através da prática em profundidade é que se pode ganhar experiência.  O campo médico é um “lugar de vida e morte” para o povo, e como um anjo de saúde e vida, devemos não só ter excelentes competências médicas, mas também uma ética médica nobre. Na prática de salvar vidas e ajudar os feridos, há que respeitar a ética profissional e cumprir o seu dever. Só desta forma é possível evitar qualquer diagnóstico incorrecto indesculpável e qualquer prática incorrecta.  Pois, em caso de diagnóstico errado, o paciente é de facto insuportável.