Quando o doente morre, as células cancerígenas também morrem. Durante o processo de crescimento e proliferação, as células cancerígenas absorvem continuamente a energia e os nutrientes do sangue do doente e sofrem um desgaste corporal, pelo que, quando o fornecimento de nutrientes é interrompido após a morte do doente, as células cancerígenas também morrem de fome. As células cancerosas não são capazes de sobreviver fora do corpo do doente sem fluido de cultura. Há muito tempo, alguns investigadores propuseram a doutrina de utilizar certos tratamentos para matar as células cancerosas à fome. Esta doutrina baseia-se na ideia de que, ao bloquear o fornecimento de nutrientes às células cancerosas, estas não poderão continuar a crescer e a proliferar, o que, por sua vez, conduzirá à morte das células cancerosas. Atualmente, na investigação clínica e no tratamento clínico, os meios que visam essa inanição das células cancerígenas são principalmente o tratamento anti-angiogénico. O principal mecanismo de ação dos medicamentos anti-angiogénicos consiste em inibir a neovascularização dos tumores, bloqueando o fornecimento de sangue aos cancros, e as células cancerígenas morrem de inanição devido à falta de fornecimento de nutrientes. Atualmente, existem também alguns fármacos terapêuticos anti-angiogénicos multi-direccionados que, por um lado, podem inibir a neovascularização dos tumores e desempenhar o papel de angiogénese anti-tumoral. Por outro lado, podem inibir o crescimento e a proliferação das células cancerígenas, acelerando assim a morte das células cancerígenas, como o anrotinib, o sorafenib, o sunitinib, o furaquintinib, etc., que são habitualmente utilizados na clínica e podem desempenhar um certo papel antitumoral, mas devem ser utilizados sob a orientação de médicos profissionais.