A displasia da anca é uma condição em que a articulação da anca se desenvolve de forma anormal. Normalmente resulta num anelar anormal das articulações, assimetria no comprimento dos membros inferiores e uma marcha anormal. Durante a infância, os sintomas não são normalmente perceptíveis, uma vez que a criança não está envolvida em actividades que implicam o peso. No entanto, quando a articulação da anca é utilizada para actividades sem peso, pode ouvir-se um som de chocalhar na base da coxa, principalmente devido a fricção anormal entre os ossos, ligamentos e cápsula articular da articulação displástica. À medida que a criança se desenvolve, torna-se evidente que as extremidades inferiores são assimétricas, particularmente a textura das ancas de cada lado. A displasia da anca pode apresentar-se como uma deformidade estrutural da anca, com a cavidade articular ou a cabeça da articulação a desenvolver-se numa posição diferente. Este desenvolvimento pode resultar numa aparência anormal de rotação externa e retracção interna da anca afectada, resultando num membro inferior de comprimento diferente do lado saudável. Se for detectada displasia da anca na infância, a criança terá frequentemente uma marcha anormal, tal como uma marcha inclinada ao andar, ou em alguns casos, uma marcha de pato. Por vezes a marcha anormal torna-se mais pronunciada quando a criança se esforça muito para corrigir a marcha. A displasia da anca é geralmente detectada durante o exame físico de uma criança, geralmente numa idade precoce, e os sintomas são relativamente ligeiros e podem geralmente ser curados com reabilitação activa. Por conseguinte, os pais não devem exercer demasiada pressão sobre os seus filhos.