“No passado, pensava-se que as pessoas que faziam trabalho manual eram propensas a espondilose cervical, mas na realidade não é esse o caso. Fazer trabalhos manuais, trabalhos pesados e trabalhos com muitos movimentos no pescoço é principalmente devido à tendência para se lesionar e causar fracturas e deslocamentos da coluna cervical, o que é um tópico para outra altura. De facto, a real susceptibilidade à espondilose cervical deve-se, em vez disso, aos trabalhadores que parecem relaxados mas precisam de manter a cabeça baixa durante longos períodos de tempo. A flexão prolongada para a frente do pescoço conduz inevitavelmente a um aumento da pressão no espaço intervertebral e ao deslocamento posterior do núcleo pulposo, resultando em hemorragia e formação de esporões ósseos na parte posterior da articulação vertebral.
Por conseguinte, pode argumentar-se que a “classe de colarinho branco” é mais propensa à espondilose cervical porque os trabalhadores que trabalham à secretária, para além das linhas de montagem e certos tipos especiais de trabalho (tais como esgotos e inspectores), são principalmente secretários, dactilógrafos, desenhadores, escritores e redactores, etc.”.