O que é a resistência aos medicamentos antineoplásicos?

Na prática clínica, encontramos frequentemente o fenómeno de que as células tumorais são mais sensíveis aos medicamentos durante a quimioterapia inicial para tumores malignos, e o tamanho dos tumores encolhe rapidamente após a quimioterapia. Contudo, uma vez que o tumor residual aumenta de tamanho, o efeito de utilizar novamente os mesmos medicamentos quimioterápicos será reduzido, ou mesmo incapaz de controlar o desenvolvimento do tumor. Neste ponto, sugere que as células tumorais desenvolveram resistência aos fármacos anticancerígenos. Existem múltiplos mecanismos pelos quais a resistência aos fármacos pode desenvolver-se, tais como a redução da absorção de fármacos anti-cancerígenos pelas células. Portanto, neste ponto, se o tumor aumentou 25% do seu diâmetro máximo, considera-se que o tumor progrediu e é indicada uma mudança no regime de quimioterapia. A radioterapia local também pode ser considerada, uma vez que a radiação pode ter um efeito muito bom na eliminação de tumores locais. Por exemplo, os TKIs para o cancro do pulmão são frequentemente resistentes dentro de 3-6 meses, altura em que podem ser substituídos por quimioterapia. Isto pode melhorar a sobrevivência e a qualidade de vida do paciente.