Uma variedade de células foi isolada de espécimes de hemangioma infantil clinicamente ressecados, e foi utilizada a triagem de esferas imunomagnéticas para obter as principais células responsáveis pelo desenvolvimento e progressão do hemangioma infantil – as células estaminais do hemangioma. As células foram analisadas biologicamente e verificou-se que cresciam rapidamente in vitro e que se diferenciavam em adipócitos e osteócitos. As células estaminais do angioma exprimem β1 e β2 receptores adrenérgicos, com predominância de β2 receptores adrenérgicos. A expressão de β2 receptores adrenérgicos é decisiva para a eficácia do propranolol no tratamento desta doença. Estudos estrangeiros descobriram que o propranolol causa apoptose das células endoteliais vasculares em hemangiomas infantis, mas ainda há falta de investigação sobre se este medicamento tem o mesmo efeito nas células estaminais do hemangioma, que são responsáveis pelo desenvolvimento de hemangiomas em bebés e crianças. Verificou-se que o propranolol inibe a rápida proliferação das células estaminais do hemangioma, mas não a apoptose desta população celular. O propranolol também inibiu o factor de crescimento endotelial vascular (VEGF), um factor intimamente relacionado com a angiogénese e o desenvolvimento do hemangioma. Além disso, o grupo descobriu que o propranolol promoveu a diferenciação das células estaminais do hemangioma em adipócitos, o que explica a acumulação de gordura durante a regressão do hemangioma em bebés e crianças. Os resultados deste estudo estão publicados no último número do American Journal of Clinical and Experimental Pathology.