Pode uma ferida de mastite crescer sem voltar ao leite?

  A mastite aguda é uma doença comum nas mulheres que amamentam, causada principalmente por infecção por Staphylococcus aureus (ou em alguns casos Streptococcus), que inicialmente causa um aumento do tamanho da mama, endurecimento local, vermelhidão da pele, dor e, em casos graves, sintomas sistémicos como febre alta e arrepios, com a formação de abcessos numa fase posterior. O tratamento é principalmente anti-infeccioso e a amamentação deve ser interrompida e o leite deve ser sugado para fora. Se um abcesso já tiver sido formado, a cirurgia deve ser realizada prontamente para incisar e drenar o abcesso. Nas mulheres que estão a amamentar, a medicação de retirada do leite é geralmente utilizada para reduzir a produção de leite e para prevenir complicações devidas a danos nos ductos do leite que podem ocorrer durante a cirurgia. O tratamento pós-operatório mais importante, para além do uso de medicamentos anti-infecciosos, é a limpeza e mudança da ferida após a incisão do abcesso, geralmente a cada 1 a 2 dias, dependendo das circunstâncias. Como a excisão de abcesso é em si um procedimento contaminado, a ferida não requer pontos e não pode ser fechada. O tempo necessário para a cura da condição varia em função da condição e é geralmente mais longo.