Um estudo publicado na revista Nature Genetics publicou variantes genéticas associadas a convulsões raras que ocorrem em crianças que receberam a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola (MMR). Os resultados representam um primeiro passo importante para esclarecer a causa das convulsões em crianças de ascendência europeia que receberam a vacina MMR. A febre é uma reação comum a vacinas, como a vacina MMR, que foram desenvolvidas a partir de vírus vivos cuja virulência foi reduzida. Nalguns casos raros, essas vacinas levaram ao desenvolvimento de convulsões relacionadas com a febre, conhecidas como convulsões febris, que duram normalmente um a dois minutos e não implicam atualmente um risco a longo prazo de efeitos neurológicos. No caso da vacina MMR, uma pequena percentagem de crianças pequenas desenvolve convulsões na segunda semana após a vacinação. A razão pela qual a febre causada pela injeção da vacina leva a convulsões é desconhecida. Bjarke Feenstra et al. compararam variantes genéticas em 1300 crianças que tinham sido vacinadas com a vacina MMR e desencadearam uma reação convulsiva febril, 2000 crianças que não tinham sido vacinadas com a vacina MMR mas que tinham tido convulsões febris e 5800 crianças sem história de epilepsia. Identificaram duas variantes genéticas associadas às convulsões febris induzidas pela vacina MMR: IFI44L e CD46, que desempenham um papel importante na resposta imunitária inata – a resposta imunitária inata é responsável por lidar com a resposta imunitária inicial desencadeada por uma infeção. Foi demonstrado em estudos anteriores que o IFI44L e o CD46 estão ligados à resposta imunitária desencadeada pela vacina MMR.