Impacto das DST na fertilidade

A idade ideal para a reprodução humana situa-se entre os 20 e os 35 anos, que é o período de desenvolvimento sexual maduro e de função sexual ativa, sendo também mais provável que as DST ocorram nesta idade, e as DST podem afetar seriamente a fertilidade dos doentes. Atualmente, a maior incidência na China é a uretrite não gonocócica, a clamídia e o micoplasma, que podem invadir o útero e as trompas de Falópio, causando doença inflamatória pélvica e, em última análise, levando à obstrução cicatricial das trompas de Falópio, mas também podem invadir os órgãos reprodutores masculinos, como o epidídimo e os canais deferentes, que estão infectados, devido à reação inflamatória que pode provocar o bloqueio da parede oficial, impedindo a passagem do esperma ou do óvulo e causando infertilidade permanente. Uma outra DST que afecta a fertilidade é a sífilis: a taxa de infertilidade das mulheres com sífilis ativa é de 23 a 40%, o dobro da das pessoas normais. Após 4 meses de gravidez, as espiroquetas da sífilis podem infetar o feto através da placenta e, ao mesmo tempo, ocorre uma pequena arterite múltipla na placenta, e o feto não consegue obter nutrição, resultando em parto prematuro, aborto espontâneo e nado-morto. Mesmo que o bebé nasça a termo, cerca de 57% dos bebés são nados-mortos, e os bebés sifilíticos congénitos que sobrevivem têm também uma elevada taxa de mortalidade. A taxa de mortalidade é também muito elevada.