De facto, espasmo facial, neuralgia do trigémeo e neuralgia glossofaríngea são todas disfunções neurológicas causadas pela compressão de um nervo por um vaso sanguíneo. O tratamento mais eficaz é afastar o vaso sanguíneo compressor do nervo, o que significa que a cirurgia de descompressão microvascular é de longe a opção de tratamento preferida e a única técnica minimamente invasiva que promete curar completamente a doença. Contudo, nem todos os pacientes atingem os resultados desejados e nem todos os procedimentos são completamente seguros, pelo que estão constantemente a ser utilizadas novas técnicas para preencher esta lacuna, tornando o procedimento mais eficaz e seguro. Quais são as novas técnicas? No passado, era impossível saber que vaso sanguíneo era a verdadeira causa da doença, pelo que a cirurgia era cega. No entanto, a aplicação de técnicas actuais de monitorização electrofisiológica pode resolver este desafio. As técnicas principais incluem: monitorização AMR, onde a AMR desaparece apenas quando o recipiente responsável é separado e deslocado, caso contrário a AMR persiste; monitorização ZLR, onde a sonda de monitorização só aparece quando colocada no recipiente causador e não quando colocada noutros recipientes não causadores; monitorização EMG, que pode ajudar o cirurgião a determinar o verdadeiro local da lesão e determinar indirectamente a localização do recipiente causador, e para A identificação do recipiente causador na extremidade lateral pode ser de grande ajuda. 2. técnicas de monitorização para o rigor da cirurgia Se a cirurgia de descompressão é ou não completa determina directamente o efeito da cirurgia, que no passado dependia principalmente da experiência do cirurgião para fazer julgamentos, mas não era suficientemente precisa. Defende-se agora que a avaliação do processo cirúrgico deve ser baseada em métodos cientificamente exactos. Isto inclui evidência regional, evidência vascular e evidência electrofisiológica. Evidência regional significa que a cirurgia deve explorar todos os locais possíveis dos vasos causadores e não pode ser omitida; evidência vascular significa que todos os vasos em contacto com os nervos cranianos devem ser separados e deslocados e não podem ser omitidos; evidência electrofisiológica significa que a cirurgia só pode ser concluída após o desaparecimento de AMR e ZLR, caso contrário pode ser ineficaz após a cirurgia. 3. técnicas para reduzir a lesão vascular intra-operatória acidental Por exemplo, a técnica da cirurgia de acesso à fissura trans-cerebelar pode alterar significativamente a exposição do procedimento, expandir o campo cirúrgico, reduzir o esforço sobre o cerebelo, permitir a manipulação cirúrgica de múltiplos ângulos e reduzir a manipulação directa da veia rochosa. 4. as técnicas para aumentar a segurança cirúrgica incluem técnicas de monitorização BAEP, técnicas de monitorização BTEP, técnicas de monitorização SEP, técnicas de revelação de não-desenhar, técnicas de lavagem com água quente, aplicação perioperatória de hormonas e drogas vasodilatadoras, técnicas de aquecimento, etc. Esperamos prestar mais atenção ao desenvolvimento e progresso das técnicas, e criar condições para a sua aplicação na prática clínica, de modo a maximizar a eficácia da cirurgia e a segurança da cirurgia em benefício dos pacientes.