O que aconteceu à classificação BI-RADS no relatório da mamografia?

  Recentemente, um paciente chegou com uma mamografia e perguntou: Doutor, olha para isto, estou no grau 2, está tudo avançado!  A nota = fase?  O Sistema de Relatórios e Dados de Imagens Mamárias (BI-RADS), desenvolvido pelo Colégio Americano de Radiologia, tem sido fundamental na normalização dos relatórios de mamografias, reduzindo a confusão na representação das imagens, e detectando os resultados do rastreio.  Classificação BI-RADS: Grau 0: requer imagens adicionais: ultra-som, ressonância magnética, fotografia de compressão localizada e ampliação; Grau I: negativo, sem resultados anormais; Grau II: lesões benignas consideradas. Fibroadenoma da mama, calcificações endócrinas múltiplas, lesões contendo gordura (cistos lipídicos, lipomas, cistos ductais e tumores mistos de densidade desajustada), gânglios linfáticos intramamamários, calcificações vasculares, implantes, estruturas distorcidas com historial de cirurgia, etc. Sem conformação maligna de raios X; Grau III: Provavelmente benigno e recomenda-se um acompanhamento grande e a curto prazo. As lesões são confirmadas por estabilização ou redução do tamanho a curto prazo (menos de 6 meses) de seguimento. Grau III (provavelmente benigno) é alterado para grau II (benigno) quando a lesão é estável aos 2 ou 3 anos de seguimento; Grau IV: anomalia suspeita que requer biópsia para esclarecimento. Estas lesões não têm as alterações morfológicas características do cancro da mama, mas têm o potencial de serem malignas. Divide-se ainda em três subclassificações IVA, IVB e IVC; IVA: lesões que requerem biopsia mas são menos susceptíveis de serem malignas. Se a biopsia ou citologia for benigna, suspeita-se de acompanhamento de rotina ou após seis meses; IVB: é possível uma malignidade moderada. As massas parcialmente definidas, parcialmente infiltradas e perfuradas por fibroadenoma ou necrose gordurosa devem ser acompanhadas regularmente. Se o papiloma for perfurado, é necessária uma nova biopsia excisional para maior esclarecimento.  IVC: as lesões malignas são altamente prováveis. Massas substanciais com morfologia irregular, margens infiltradas e distribuição agrupada de pequenas calcificações pleomórficas.  Aqueles com um diagnóstico por imagem de grau IV devem ser acompanhados regularmente com resultados patológicos benignos, independentemente do grau inferior. Se a imagem for de grau IVC e a punção patológica for benigna, deve ser feita uma avaliação adicional dos achados patológicos para clarificar o diagnóstico.  Grau V: Altamente sugestivo de malignidade e medidas clínicas apropriadas devem ser tomadas para detectar malignidade com uma probabilidade de >95%. Massas irregulares, densas com margens estreladas, microcalcificações em forma de vara, lineares e bifurcadas, massas irregulares com calcificações polimórficas.  Grau VI: O diagnóstico de malignidade foi confirmado pela biopsia patológica. Contudo, casos com tratamento prévio limitado (excisão cirúrgica, radioterapia, quimioterapia ou mastectomia) ou alterações de imagem para detectar quimioterapia neoadjuvante pré-operatória.