A patogénese da subluxação zigomático-frontal, como a da atrofia facial lateral, é desconhecida. Pensa-se que está relacionado com disfunção simpática que leva à disfunção vasomotora e trófica; pensa-se também que está relacionado com infecções traumáticas da face, crânio ou pescoço, neuropatia do trigémeo, lesão fetal ou disfunção endócrina. Quais são as causas da subluxação zigomático-frontal? A subluxação zigomático-frontal é um dos sinais clínicos de atrofia lateral cruzada. A atrofia lateral cruzada é extremamente rara na prática clínica. A doença é um subtipo de Hemiatrofia Facial. Se a Hemiatrofia Facial envolve atrofia ipsilateral do tronco (Hemiatrofia Total), combinada com atrofia contralateral do tronco (Hemiatrofia Cruzada), a primeira é relativamente rara e a segunda é ainda mais rara. As manifestações clínicas da Hemiatrofia Cruzada são principalmente atrofia da região orbital superior ou região zigomática da face, com a lesão a progredir lentamente para metade da face, espalhando-se ocasionalmente para o crânio, pescoço e tronco contralateral. Alguns doentes podem ter alterações pupilares, diminuição da pigmentação da íris, sinal de Horner e, nalguns casos, epilepsia e doenças endócrinas. Alguns pacientes podem ter alterações pupilares, hipopigmentação da íris, sinal de Horner e, em alguns casos, epilepsia e doenças endócrinas. O diagnóstico da atrofia lateral cruzada é difícil de estabelecer porque não está coberto nas monografias neurológicas gerais. Deve ser diferenciado da hipoplasia mandibular unilateral e da hipertrofia lateral, bem como da hemiplegia infantil e das perturbações do metabolismo das gorduras.