O tempo necessário para que a hiperpigmentação cicatricial desapareça varia consoante a pessoa e a área, podendo ir de alguns meses a alguns anos. Em geral, quanto mais escura for a pele, mais provável é a ocorrência de hiperpigmentação e mais lenta é a recuperação; as áreas expostas da pele têm um desaparecimento mais lento do que as áreas não expostas. O mecanismo exato para a formação da hiperpigmentação ainda não é totalmente compreendido, mas está principalmente relacionado com o movimento dos melanócitos durante a inflamação e o aumento da produção de pigmento. A cicatrização é uma resposta do corpo para reparar a ferida após reacções inflamatórias a vários traumas, e pode ser acompanhada pela formação de hiperpigmentação durante o processo de formação. Para que a hiperpigmentação diminua, o organismo actua de duas formas: uma é reduzir a fonte de hiperpigmentação, ou seja, reduzir a formação de melanina, e a outra é acelerar a diminuição da melanina. Em circunstâncias normais, após o desaparecimento da reação inflamatória, a formação de melanina geralmente diminui, mas é claro que, se houver exposição ao sol nesta altura, a formação de melanina continuará a aumentar; por outro lado, os macrófagos do corpo passam a fagocitar as partículas de melanina, de modo que a hiperpigmentação diminui, mas este processo é relativamente longo e varia de pessoa para pessoa, podendo durar alguns meses a alguns anos. Por conseguinte, para a hiperpigmentação cicatricial, a fim de a fazer desaparecer o mais rapidamente possível, devemos prestar atenção a uma proteção solar rigorosa e evitar a estimulação; ao mesmo tempo, podemos recorrer ativamente à intervenção, como a utilização de medicação tópica e o tratamento a laser, mas estes devem ser realizados sob a orientação de dermatologistas.