Mito: Hemangiomas cavernosos e trapezoidais. Numerosos estudos demonstraram que os chamados “hemangiomas cavernosos” e “hemangiomas trapezoidais” não são tumores, mas sim malformações vasculares congénitas associadas à formação de vasos sanguíneos durante o desenvolvimento embrionário. Por isso, são atualmente definidos como “malformações venosas” e “malformações arteriovenosas”, respetivamente. Mito: As malformações capilares são causadas por um aumento do número de capilares. Pensa-se que a malformação capilar é uma malformação microvenosa posterior e não é causada por um aumento do número de capilares. Mitos sobre o tratamento: Mito: A remoção cirúrgica é o tratamento de eleição para as malformações venosas. As malformações venosas envolvem não só a pele e a gordura subcutânea, mas também invadem frequentemente o músculo e estão distribuídas de forma difusa. A remoção cirúrgica das malformações venosas, por si só, tende a perturbar a função e é ineficaz no tratamento de lesões intramusculares. A escleroterapia é o tratamento preferido para as malformações venosas e, para as que não podem ser completamente eliminadas, outros tratamentos, como a cirurgia e o laser, são considerados como a “cereja no topo do bolo”. A cirurgia pode por vezes ser “desastrosa” para as malformações venosas. Mito: A radioterapia e a terapia com isótopos podem ser utilizadas por rotina para tratar as malformações venosas. A radioterapia pode destruir os vasos sanguíneos, mas não pode ser utilizada como tratamento de rotina para as malformações vasculares devido à sua eficácia e aos danos que provoca nos tecidos normais. Mito: As malformações arteriovenosas podem ser tratadas simplesmente bloqueando as conhecidas artérias que fornecem o sangue. As malformações arteriovenosas não são o mesmo que as fístulas arteriovenosas ou os aneurismas, que têm várias artérias que fornecem o sangue. Se não forem bloqueadas todas as artérias de fornecimento de sangue da lesão, as outras artérias serão compensadas, o que levará a um agravamento da doença, podendo mesmo ser desastroso. Mito: Segurança dos agentes esclerosantes Os agentes esclerosantes são espadas de dois gumes que podem trazer cura e perigo. A utilização de álcool nas malformações arteriovenosas, por exemplo, pode mesmo levar à perda de órgãos e à morte se as técnicas e os riscos envolvidos não forem devidamente compreendidos. Mito: Não existe um julgamento imagiológico suficiente antes da remoção cirúrgica. No caso de áreas especiais, como a zona craniana e a zona da coluna vertebral, onde existe a possibilidade de tráfego da lesão com o sistema nervoso central, uma cirurgia precipitada pode levar a complicações graves. Mito: O processo de excisão cirúrgica não deixa de ser uma causa de raiz. Por exemplo: para a área mamária de bebés do sexo feminino, a cirurgia é suscetível de afetar problemas de desenvolvimento mamário, além disso, as lesões de deslesão da glândula parótida para o nervo facial, etc., devem ser mais cautelosas.