1, Qual é a diferença entre a colecistectomia laparoscópica e a cirurgia aberta tradicional?
A principal diferença entre a colecistectomia laparoscópica e a colecistectomia aberta tradicional é a sua natureza minimamente invasiva. Em termos de resultados recentes, a cirurgia aberta tradicional requer uma incisão de cerca de 10 cm de comprimento no abdómen superior, e leva de 7 a 9 dias para remover os pontos após a cirurgia, com dores evidentes no pós-operatório, maior tempo de recuperação da função intestinal, e maior tempo para a reidratação e antibióticos pós-operatórios. A cirurgia laparoscópica, por outro lado, evita os inconvenientes acima referidos. Normalmente, pode sair da cama no mesmo dia após a colecistectomia laparoscópica, e pode ter alta do hospital cerca de 3 dias após a cirurgia. Além disso, a cirurgia laparoscópica também evita muitas complicações relacionadas com feridas, tais como infecção de feridas, liquefacção de gordura, deiscência incisional, hérnia incisional, etc., que ocorrem a um ritmo mais elevado na cirurgia aberta, especialmente em alguns pacientes com obesidade e diabetes.
2, podem os cálculos biliares ser tratados com medicação sem cirurgia?
As causas dos cálculos biliares são muito complexas, e não existe um método de prevenção eficaz. O dano das pedras da vesícula biliar no corpo humano provém principalmente de vários aspectos: a, dor abdominal recorrente, que aparece frequentemente depois de comer uma dieta gordurosa, ou ataques à noite, afectando a vida e o estudo. A causa da dor episódica é que os cálculos bloqueiam o canal da vesícula biliar e causam espasmo na vesícula biliar. Se os sintomas acima referidos não forem controlados a tempo, a vesícula biliar pode tornar-se edematosa, purulenta, ou mesmo perfurada, e ameaçar a vida. b, os cálculos na vesícula biliar entram no ducto biliar comum através do ducto cístico, causando bloqueio do ducto biliar comum, levando a icterícia obstrutiva e podendo ser complicados por colangite severa. c, os cálculos entram no ducto biliar comum para induzir pancreatite aguda, que pode causar dor abdominal severa. Se a pancreatite não for controlada, pode ser fatal. d, a estimulação inflamatória repetida a longo prazo pode induzir cancro da vesícula biliar.
Portanto, uma vez confirmado o diagnóstico de cálculos na vesícula biliar, um especialista deve ser consultado o mais rapidamente possível para tomar o tratamento adequado. O tratamento padrão para os cálculos da vesícula biliar é a colecistectomia, mas o tratamento específico deve ser considerado de acordo com a idade do paciente e se existem outras complicações. A medicação não pode resolver o problema pela raiz, porque a medicação actual para colecistite não elimina os cálculos da vesícula biliar, mas apenas pode reduzir a inflamação até certo ponto, enquanto que os danos dos cálculos da vesícula biliar no corpo humano provêm principalmente dos cálculos da vesícula biliar e de uma série de problemas causados pelos mesmos.
3, podem todas as pedras na vesícula biliar ser resolvidas por cirurgia laparoscópica?
Não! Tanto a cirurgia laparoscópica como a cirurgia aberta têm como objectivo a remoção da vesícula biliar. Devido às limitações da cirurgia laparoscópica, muitas técnicas utilizadas durante a cirurgia aberta ainda são difíceis de utilizar durante a cirurgia laparoscópica. Portanto, a cirurgia laparoscópica pode não ser adequada para pacientes com circunstâncias especiais, tais como aqueles com antecedentes de cirurgia abdominal superior anterior e inflamação intensa. No entanto, se os cálculos biliares podem ser resolvidos por laparoscopia depende em grande parte do nível de habilidade do cirurgião.
4. Em que base é que o cirurgião decide se deve realizar uma cirurgia laparoscópica ou aberta?
A escolha da cirurgia aberta ou laparoscópica depende de dois factores: a condição do paciente e a habilidade do cirurgião. A condição médica do paciente depende se o estado cardiopulmonar do paciente pode suportar os efeitos pneumoperitonais da cirurgia laparoscópica e se os requisitos cirúrgicos podem ser satisfeitos pela abordagem laparoscópica. O nível de habilidade do cirurgião é também um factor importante na escolha da utilização ou não da laparoscopia. Por exemplo, um cirurgião inexperiente pode ter de utilizar a cirurgia aberta para colecistite aguda, enquanto que para um cirurgião laparoscópico experiente, a colecistite aguda não constitui uma contra-indicação à cirurgia.
5, A abertura laparoscópica da vesícula biliar é incompleta?
Esta pergunta é uma das perguntas mais comuns feitas por pacientes com cálculos biliares quando escolhem uma abordagem cirúrgica. A razão desta preocupação é, por um lado, o efeito psicológico do paciente, que acredita que o tratamento cirúrgico abre o estômago para ver claramente, e como se pode ver claramente olhando para o espelho! Por outro lado, a compreensão que o cirurgião tem da operação cirúrgica pode ser mais conservadora quando o seu nível de tecnologia de cirurgia de lumpectomia é ainda imaturo, o que pode de facto levar a complicações relativamente mais pós-operatórias, tais como pedras residuais da vesícula biliar, pedras comuns dos ductos biliares, etc.
De facto, para um cirurgião com experiência considerável, os princípios da cirurgia são os mesmos na cirurgia laparoscópica que na cirurgia aberta, e não há casos de cirurgia incompleta devido à utilização de técnicas laparoscópicas. A tecnologia laparoscópica foi desenvolvida na China durante quase 20 anos, e a tecnologia de colecistectomia laparoscópica tornou-se muito madura. Portanto, se a abertura laparoscópica da vesícula biliar não estiver completa, o abdómen aberto está igualmente incompleto!
6, será necessário operar se forem encontrados cálculos na vesícula biliar?
Não necessariamente! O tratamento de qualquer tipo de doença deve integrar muitos factores e tratar as pessoas como uma sociedade. Do ponto de vista médico, o tratamento dos cálculos da vesícula biliar deve ter em conta a idade do paciente, a presença de outras doenças, tais como doenças cardiopulmonares, diabetes, etc., bem como a presença de sintomas, o tipo e a gravidade dos sintomas, etc. É importante considerar tanto os possíveis benefícios como os possíveis riscos associados ao procedimento. A cirurgia não é geralmente recomendada para pacientes idosos, ou para pacientes com doença concomitante grave, se os cálculos da vesícula biliar não apresentarem uma condição incontrolável, como um ataque agudo da vesícula biliar ou pancreatite, ou icterícia obstrutiva. Os médicos também geralmente não recomendam agressivamente a cirurgia para o doente médio com cálculos assintomáticos da vesícula biliar. Afinal de contas, a cirurgia comporta certos riscos.
7, Preciso de cirurgia mesmo que sejam encontrados pólipos da vesícula biliar durante o exame físico, mas normalmente não apresentam sintomas?
O chamado pólipo da vesícula biliar é um diagnóstico morfológico de ultra-sons, o que significa que se encontra uma protuberância anormal do tipo pólipo na vesícula biliar durante o exame ultra-sonográfico. Os pólipos da vesícula biliar são geralmente cristais de colesterol na natureza, que podem evoluir para pedras na vesícula biliar com o tempo. Os pólipos da vesícula biliar podem também ser um tumor, mas a percentagem relativa não é elevada. A natureza dos pólipos da vesícula biliar não pode ser identificada no exame ultra-sonográfico. Portanto, o principal a considerar em doentes com pólipos assintomáticos da vesícula biliar é o seu risco de neoplasia. Numerosos dados mostram que quando o diâmetro do tumor da vesícula biliar não excede 1,0 cm, a hipótese da sua transformação maligna é pequena. Por conseguinte, na prática clínica, os médicos geralmente tomam 1,0 cm como padrão, e enquanto o diâmetro do pólipo não exceder este padrão e o paciente estiver assintomático, ele ou ela pode continuar a ser observado para acompanhamento. A estratégia habitual de acompanhamento é verificar a ecografia de seis em seis meses, e uma vez que se verifique que o tamanho dos pólipos está a aumentar rapidamente, especialmente pólipos isolados, ou pólipos combinados com pedras, deve ser realizado um tratamento cirúrgico imediato.
Para pacientes com pólipos da vesícula biliar sintomáticos, as indicações para cirurgia devem ser relaxadas. Deve-se notar que a vesícula biliar de pacientes com pólipos da vesícula biliar é normalmente funcional, e uma vez que a vesícula biliar é removida, pode causar ao paciente sintomas correspondentes no período pós-operatório, tais como diarreia após alimentação gordurosa, desconforto abdominal superior, etc.
8, será que os cálculos voltarão a ocorrer após a remoção da vesícula biliar para os cálculos da vesícula biliar?
Teoricamente, os cálculos da vesícula biliar não voltarão a ocorrer após a colecistectomia, porque os cálculos da vesícula biliar perderam o terreno para a sua ocorrência após a colecistectomia. A chamada “recorrência de pedras após colecistectomia” refere-se principalmente aos seguintes casos: 1, remoção incompleta da vesícula biliar, a vesícula biliar residual contém pedras ou recidiva de pedras, na sua maioria as primeiras. 2, pedras residuais ou recidiva de pedras no ducto biliar comum. Os cálculos na vesícula biliar podem entrar no ducto biliar comum através do ducto cístico, e os cálculos no ducto biliar comum são obrigados a permanecer se apenas for efectuada a remoção da vesícula biliar. Portanto, antes da remoção da vesícula biliar, o médico deve realizar uma avaliação detalhada para excluir a possibilidade de pedras no ducto biliar comum.
9. Os cálculos na vesícula biliar podem causar pancreatite?
A pancreatite é uma das maiores complicações dos cálculos na vesícula biliar e é causada por pedras que entram no ducto biliar comum através do ducto cístico. A pancreatite causada por pedras na vesícula biliar é chamada “pancreatite biliar”, que é geralmente relativamente leve e pode ser aliviada rapidamente com um tratamento conservador. Uma vez que as pedras da vesícula biliar são acompanhadas de pancreatite, a complexidade e o risco de tratamento são grandemente aumentados.
10, Quais são as consequências de não operar os cálculos da vesícula biliar?
Os cálculos da vesícula biliar sem cirurgia podem causar as seguintes consequências: 1, inflamação da vesícula biliar, cólicas epigástricas recorrentes, que podem ser aliviadas por tratamento antiespasmódico e anti-inflamatório. Se o tratamento acima referido não puder ser controlado, a inflamação da vesícula biliar continuará a agravar-se, a dor abdominal pode continuar a desenvolver-se, e a febre pode aparecer, e pode haver complicações graves, tais como perfuração da vesícula biliar.2, ataques inflamatórios repetidos e o papel dos cálculos pode afectar os canais biliares, ou o aparecimento de fístula interna da vesícula biliar-duodenal, da vesícula biliar-cólon, causando obstrução biliar, icterícia obstrutiva, colangite e outros sintomas, a complexidade do tratamento cirúrgico e a taxa de complicações Também a complexidade do tratamento cirúrgico e a incidência de complicações pode ser grandemente aumentada.3, A ocorrência de pancreatite é observada anteriormente.4, A presença a longo prazo de pedras que irritam a vesícula biliar pode levar a uma incidência significativamente mais elevada de cancro da vesícula biliar.
11. O que são cálculos biliares comuns?
O ducto biliar comum é o canal biliar entre o ducto biliar intra-hepático e o duodeno. As pedras no ducto biliar comum são geralmente causadas por pedras na vesícula biliar deslocadas através do ducto cístico, mas também por pedras no ducto biliar comum, e as pedras no ducto biliar intra-hepático também podem entrar no ducto biliar comum. O principal risco de pedras no ducto biliar comum é que podem bloquear o ducto biliar comum e levar a icterícia, colangite ou pancreatite. Devido ao risco de coledocolitíase, o médico aconselhará o doente a tratá-la assim que for diagnosticada.
O que devo fazer se o meu cálculo biliar for encontrado no ducto biliar?
Os cirurgiões devem excluir, tanto quanto possível, a possibilidade de cálculos biliares comuns antes de preparar um paciente para a colecistectomia, porque qualquer cálculo biliar pode ser combinado com cálculos biliares comuns. Com base na história do paciente, sintomas, testes laboratoriais, e resultados de ultra-sons de rotina, o cirurgião avaliará a possibilidade de coexistência de cálculos de ducto biliar comuns e poderá recomendar mais ressonância magnética ou mesmo ERCP, se necessário. Durante a cirurgia, o cirurgião também utilizará a colangiografia para descobrir se também existem pedras de ducto biliar comuns coexistentes, dependendo da situação intra-operatória. Uma vez que o diagnóstico de pedras de condutas biliares comuns seja claro, os seguintes métodos estão disponíveis para a gestão.
a. Excisão do ducto biliar comum para recuperar a pedra, o que pode ser feito quer como procedimento aberto intermédio quer por laparoscopia. A desvantagem deste método é que requer a colocação de um tubo em T para drenagem, que é deixado no local durante cerca de um mês.
b. Remoção pré-operatória de pedras de canal biliar comuns por ERCP seguida de colecistectomia laparoscópica. A vantagem é que é menos invasiva. A desvantagem é que a CPRE tem certas complicações, tais como a pancreatite.