Como se desenvolve um pé diabético?

  Em 1999, a Organização Mundial de Saúde (WH0) definiu o pé diabético como uma infecção, formação de úlceras e/ou destruição profunda de tecidos nos membros inferiores de pacientes com diabetes devido a uma combinação de neuropatia e de vários graus de doença vascular periférica.  O termo “pé diabético” foi cunhado pela primeira vez por 0akley et al. em 1956. É também conhecida como gangrena das extremidades porque ocorre principalmente nas extremidades dos membros. É uma fase grave no desenvolvimento da diabetes e é uma das causas mais importantes de incapacidade e morte em doentes diabéticos, representando uma séria ameaça para a sua saúde. É de salientar que o pé diabético é uma doença sistémica. Tem tanto as manifestações clínicas de uma doença médica como os sinais e sintomas de uma doença cirúrgica como a ulceração da extremidade e a infecção local, pelo que, em termos de tratamento, deve ser dada ênfase a um tratamento médico e cirúrgico abrangente.  Foi relatado que mais de 15% dos cerca de 150 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo desenvolverão úlceras do pé ou gangrena em algum momento das suas vidas. As amputações devidas ao pé diabético são 15 vezes mais comuns em doentes não diabéticos, e aproximadamente 50% das amputações anuais são em doentes diabéticos, sendo mais de 85% destas últimas devidas a infecção profunda ou gangrena causada pelo agravamento das úlceras do pé.