Como é que se desenvolve o dedo de gatilho? Como é tratado?

  Existem dois tipos principais de músculos dos dedos nos humanos: os flexores e os extensores. Estes músculos são fixados aos ossos por tendões, que são orientados de acordo com o longo eixo dos ossos. A bainha do tendão, um ligamento circular perpendicular ao longo eixo do tendão, está preso ao exterior do tendão e serve para o manter no seu lugar. Quando o dedo é dobrado ou endireitado, o tendão tece dentro e fora da bainha do tendão e esfrega contra ele. Com o tempo, o ligamento da bainha tendinosa torna-se edematoso, hiperplástico e aderente, criando uma inflamação crónica, resultando numa hipertrofia da bainha tendinosa e no estreitamento do canal. Isto significa que o tendão se torna hipertrófico e tem dificuldade em deslizar dentro do canal, podendo por vezes ficar preso e incapaz de se endireitar ou flexionar, exigindo força externa para um movimento normal. Sempre que o dedo é flexionado ou estendido, o tendão mal desliza através do anel estreito da bainha do tendão, resultando num som de “estalido” em forma de gatilho. No início, a doença caracteriza-se pela falta de flexão dos dedos, rigidez e dor ligeira, que se agrava com o tempo, especialmente pela manhã. Esta condição pode ser largamente descrita como uma desordem de utilização excessiva, causada por movimentos excessivos e incorrectos.   O dedo do gatilho também se encontra em crianças e raramente é auto-cura. Recomenda-se a cirurgia precoce.