Os cirurgiões pediátricos na China costumavam acreditar que à medida que a criança crescia, o reforço gradual do tecido da parede abdominal podia fazer desaparecer algumas hérnias inguinais, pelo que era geralmente recomendado que as crianças com menos de um ano de idade fossem tratadas de forma conservadora e que a cirurgia fosse realizada após um ano de idade; também se defendia a cirurgia aos 6-12 meses de idade. Contudo, após muitos anos de observação clínica por cirurgiões pediátricos em todo o país, a probabilidade desta auto-cura é muito, muito pequena; pelo contrário, a hipótese de uma hérnia encravada num doente pediátrico é muito maior do que num adulto, e pode mesmo ter consequências graves, tais como necrose intestinal. É por isso que na Europa e nos EUA, as hérnias inguinais pediátricas são tratadas cirurgicamente assim que são detectadas para reduzir o risco associado a uma hérnia encravada, e isto tem sido gradualmente aceite na China. Portanto, dependendo das circunstâncias específicas da cirurgia e da anestesia no hospital, recomenda-se o tratamento cirúrgico precoce se não houver outras contra-indicações.